26.8.11

Sigur Rós – ( )

 

Sigur Rós

 

Disco: () (2002)

 

Os Islandeses do Sigur rós, sempre tiveram uma imagem associada à uma sublimidade ímpar na sua geração. Ágætis byrjun é um dos discos fundamentais para se entender que sua música é acima de tudo, atemporal. Poderia estar em qualquer época, em todas as épocas eles ainda seriam sublimes e irretocáveis.

() é um aprofundamento de uma delicadeza explorada com perfeição. Sua estrutura é como um livro de poesias que passa anos guardado, suas páginas um pouco deterioradas remetem a intensas memórias, tudo parece se desfazer nelas mas que ao mesmo tempo se recriar em nossas mais profundas associações íntimas.

O ambiente onírico das canções, abraça os vocais lúdicos de Jón Þór Birgisson e sua intrigante língua (Hopelandic) uma língua inventada pela própria banda, baseadas em livres associações de palavras e sílabas, remetendo à poesias jamais escritas e singularidades de sentimento que é caro a cada um ser. Todas as faixas não tem títulos e o encarte veio com páginas em branco, onde o fã pode dar o nome que quiser a elas estreitando mais ainda a intimidade singular consigo mesmo e sua alma e alma da música.

Com () o Sigur Rós provam que são um grupos mais singulares da nossa geração. Sua música estar numa patamar onde reside as mais belas poesia sonoras – música e poesia essa – como uma caixinha – que quando aberta – provoca a calma necessária e embala os ouvidos mais sensíveis de coração.

Para ouvidos entorpecidos por: Sigur rós, frio, copo de café e escrever cartas, poemas, rabiscar música, cantar baixinho, sonhar acordado e música que transborda.

3 comentários:

Nádia C. disse...

Le, você já viu o documentário sobre eles? Eu baixe, mas não sei porque adio em ver. o.o

Entulho Cósmico disse...

Ainda não vi mas vou procurar! :p

Misto Quente disse...

Resenha linda!

Sigur Rós é distinto.