2.12.10
18.11.10
Alpha - Come From Heaven ou a união espacial dos sentidos
Alpha
Disco: Come From Heavan (1998)
Com Come From Heavan podemos viajar no espaço.
Formado por Andy Jenks e Corin Dingley o Alpha, grupo britânico de downbets, nos arremessa com seu debut em seu jazz espacial com vocais negros bluseiros e ambientes cinzentos, de poucas luz e camadas noturnas de madrugadas solitárias.
Com uma carreira ate hoje impecável, com Come From Heavan no alpha cometeu o ato de ser sublime.
Rain, por exemplo, nos afunda em cordas e pianos constantes que pulsam em nossa matéria flexível e doses de melodia irresistível. Gravado no estúdio criado pelos Massive Attack, o alpha ainda bebe em fontes como Portishead e no classic jazz e penetra nos ambientes com aveludados delírios eletrônicos.
Sometime Later é uma câmera lenta descendo por nossas percepções além do espaço, capturando cada detalhe em gruas poeticamente angustiante, numa canção que pulsa melancólica, canção indispensável para se entender o que faz o Alpha e qual o poder arrebatador de sua gama sonora.
Petardos hipnotizantes como Slim ou alucinações auditivas como a faixa titulo From heaven, torna essa pérola dividida em quatorze pedaços de canções-nuvens em luzes que dialogam com o interior da alma e voltamos para casa ou melhor para nosso mundo nas asas de nossos sentidos que se dilatam lentamente mas com a certeza que nao foi um vestígio… Temos marcas de infinidades nos nossos ouvidos e corações...
Para Ouvidos entorpecidos por: Portishead,Air,Sigur Rós
17.11.10
6.8.10
17.7.10
Sam Sheperd/Floating Points
Sam Sheperd
Projeto: Floating points
O jovem menino prodígio da terra da rainha Sam Sheperd com seu projeto de infinitas dimensões (Floating points) é uma dos grandes "achados" da eletrônica contemporânea. Sua música horizontal diga-se espacial diga-se sem interferência da gravidade se une e se espalha como pontos flutuantes inimagináveis apontando para o futuro além da galáxia...
Remix
Remix
Remix
Remix
Para ouvidos entorpecidos por: IDM, Novidades tecnológicas, cosmogonia, space jazz.
14.7.10
13.7.10
Crítica/Actress-Splazsh
O regresso a Hazyville: estranho lugarejo onde o fascínio tecnológico convoca o medo racional do amanhã.
Por: Rafael Santos
O aviso de advertência fica, desde já, para quem não gosta do esforço que alguma música exige do espírito humano. Porque quem andar musicalmente desamparado poderá tropeçar – no dia que se cruzar com este disco – na ravina que conduzirá a sua animosidade fatalmente para uma obscura caverna urbana repleta de paredes mutantes, sombras enlameadas, andróides montados do avesso, distorções na continuidade do espaço, aranhiços metálicos ou almas atormentadas a vociferar para o vácuo e de lá sair desconfiado que existe mais vida para além do que percepciona. Excesso de ficção-cientifica de segunda categoria para caracterizar um disco como Splazsh? Talvez.
Mas apesar da caracterização exagerada, talvez seja ela mesmo a mais precisa para descrever tão deslocada realidade sonora.
Ao segundo tombo Darren Cunningham não perdoa. Se Hazyville era um bizarro exemplo de como se poderia pegar nos elementos básicos do house de Chicago, o techno de Detroit, dubstep londrino ou o r&b sem código postal definido, dissecá-los para depois urdir uma argamassa obscura sem talhe pré-definido, Splazsh arrepia caminho nas mesmas avenidas repletas de imprevisíveis ravinas. Desta vez o bafo da novidade passa pela introdução de discretos elementos que abrem o leque de Cunningham à mais pura especulação.
Junta-se, então, ao díscolo empastado que já conhecíamos abstractos elementos funk maquinal, esperma electro e tribalismo urbano com espasmos reminiscentes do imaginário jack. Mas, para que fique claro – e ironicamente –, fazer dançar não é definitivamente o objectivo deste estranho objecto conceptual.
Será obrigatória alguma passividade nos circuitos que transportam os sons dos tímpanos até à massa cinzenta. A resistência a Splazsh é inevitável até para quem se predispõe regularmente à divagação nos híbridos sonoros que por aí vão aparecendo. Não valerá a pena catalogação, porque o que aqui se descobre é de facto distorcido, contorcido e retorcido, é frio seco que queima a pele mais protegida, são ambientes de nebulosidade pesada onde se passeiam espíritos com causas pouco transparentes. E não se pense uma vez mais que as descrições inspiradas em series sci-fi soturnas são despropositadas, porque deste desumano e singular facto estético de baixa definição poderão muitos futuros autores de ficção-cientifica retirar inspiração para criar ambientes peculiares que enriquecerão o imaginário futurista dos seus leitores. Excepcional.
Capa
Para ouvidos entorpecidos por: Autchere, aphex twin, Neu!.
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Matéria encontrada em> Bodyspace
11.7.10
Air - Talkie Walkie
Air
Disco: Talkie Walkie (2004)
Alguns grupos parecem passar despercebidos de geração em geração mas quando nossos ouvidos tropeçam numa audição mais segura e delicada, é como se tivessemos achada um tesouro dentro do báu das nossas percepções. Nicolas Godin e Jean-Benoît fizeram um belo e sublime disco, terceiro da sua coleçao em estúdio, sem contar uma trilha sonora e coletânias direcionadas, mas Talkie Walkie é um verdadeiro convite a sensibilidade. Passando pelo delírio apaixonado com letra irretocável de "Vênus" aos vocais mágicos de "cherry blossom girl" pela simetria flutuante de "Run" com vocais se repetindo pelos confins dos nossos pensamentos mais completos e inconfessáveis ou pelo violão marciano que choca pela beleza saindo dos poros da melodia e vocal onírico de "universal traveller" transforma Talkie Walkie num achado, naqueles discos que estão fora dos catálogos mas que aquecem nossos corações com a eterna beleza da canção.

Produzido por ninguém menos que Nigel Godrich, o disco ainda reserva o instrumental em homenagem ao diretor de cinema e vídeo Mike Mills, a psicodelica com letra surreal de "surfin on a rock" uma das canção mais bem estruturadas do duo e "another day" com sintetizadores navegando pelas pertubadoras águas da melodia enquanto a dupla desliza com violões pelas subterraneos da letra que nos avisa da constatação simbolica da morte e nascimentos de um novo dia. Nicolas Godin e Jean-Benoît acertaram a mão e Talkie Walkie é um dos melhores discos da década 00 e uma dos pontos mais altos na carreira dessa dupla francesa de vocal impecável, letras delicadas e melodias liricamente espaciais. Um convite a uma viagem sem risco de turbulências pelo universo ímpar dos Air.
Para ouvidos entorpecidos por: Serge Gainsbourg, Jean -Jacques Perrey, Tangerine Dream
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4.7.10
16.6.10
Microbunny - 49 Swans
Microbunny
Disco: 49 Swans (2010)
Os canadenses do Microbunny estão de volta num atmosfera menos cybog mas não menos pertubadora. Al Okada vem do que é pra mim um dos melhores discos dos anos 00, o fabuloso “Dead Star (2004). Mas se em Dead Star o universo era repleto de minimalismos entrecortados por faixas curtas e assustadoras captaneadas pelo mágico vocal de Tammara, 49 Swans tem algo de mais organico. As paisagens seguem pertubadoras, o ambiente é cyborg e paira num ar certa frieza jazzy androide muito bem construida pelo belo vocal de Rebecca Campbell. Um disco para ser desconstruido a cada nova audição. Uma pequena pérola que a príncipio não tem o mesmo impacto de Dead Star mas mantem a estrutura fantasmal e única de uma das peças importantes do imaginário downbeat.
Para ouvidos entorpecidos por: The Silk Demise, Boards of Canada, Bonobo
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