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24.8.11

Jan Jelinek – Tierbeobachtungen

Jan Jelinek

 

Disco– Tierbeobachtungen (2006)

 

No monolítico “Kosmischer Pitch” Jan Jelinek adentrava o vácuo. A anti - matéria entrava numa espécie de atrito com os circuitos mais indivisíveis da sua viagem transmental rumando ao desconhecido espaço; seguindo essa lógica, Tierbeobachtungen é a chegada num planeta cuja a paisagem mórbida – não menos fascinante – serve como pano – para nossos ouvidos – verdadeiras sondas – sentir o chão solitário onde o silêncio parece ter nascido para ensurdecedoras perturbações hipnóticas.

Ouvindo esse petardo, só Berlim poderia ser a base – digo – plataforma - de decolagem sob as mais fortes referencias místicas de um Popol Vuh ou as imaginações mais férteis de um Cosmic Jokers (bandas xâmanicas que na verdade nunca foram desse planeta) e Jan Jelinek parece ter intimidade com a atmosfera rustica e desafiadora. Seu registro é qualquer coisa de não-humano, pós-civilização, onde nossos ouvidos-sonda vasculha esse inexplorado território sônico.  

 

Para ouvidos entorpecidos por: Civilizações desconhecidas, outras galáxias, Popol Vuh, Alice Coltrane, Cosmic Jokes, Klaus Shulze, Tangerina Dream, sondas e artefatos.


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8.7.11

Jan Jelinek - kosmischer pitch (2005)

Jan Jelinek

 

Kosmischer Pitch (2005)

 

“universal band silhouette” chega lentamente, como num cerimonial hipnótico cyborg que vai se fragmentando em organismos mórbidos não menos fascinantes. Assim abre o sintético vasto universo krautrockano ou como Jan Jelinek gosta de divagar, seu techno minimalista centrado na lisergia dosada em atmosféricas densas e inimagináveis.

Mergulhar nos oito monólitos indecifráveis se reveste numa empolgação magica, como se tivesse encontrado um estranho e intrigante brinquedo que por alguma razão, você  sente que faz parte do universo dele e ele do seu.  Jan jelinek - kosmischer pitch  é como se achar as asas de alguma nave espacial num canto qualquer ou excêntricas inscrições que você jura que não são desse mundo. Um absurdo sonoro raro, uma peça que se metamorfoseia em partituras ilegíveis vinda do futuro, onde a anti-matéria é desenhada nas claves softwerianas com maestria. O krautrock nunca morreu, ele tem seu mais profícuo e indomável legado, o techno.

 

Para ouvidos entorpecidos por: The Cosmic Jokers, Tangerina Dream, Popol Vuh, Kraftwerk, Flying Lotus.