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29.8.12

Cat Power - Sun (2012)

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Cat Power

 

Álbum: Sun (2012)

 

Enfim, Chan Marshall está de volta para nos entregar um álbum ousado – para os dias de hoje – um baú carregado de pequenas pérolas mergulhadas em loops serenos, preciso teor pop, fragmentos de sintetizações – rara na discografia da musa - O resultado de “Sun” é uma revitalização dos vocais sob outras plataformas mais urbanas, indecifráveis percursos de carro a noite, labirintos que regridem conforme vamos desvendando os seus segredo. Um passo certamente certeiro da compositora por caminhos desconhecidos mas fascinantemente atraentes, uma dose melancólica ainda reside no aroma do disco, mas sem sombra de dúvidas é o trabalho mais ensolarado de Cat Power.

Um disco ainda a ser desvendado, muitas incursões por suas estradas e paisagens, modernas, futurísticas mas não menos desoladoras em sua beleza poética sob a ótica da poetisa. “Sun” veio para mostrar um artista buscando o desequilíbrio em vez da omissão, suas bases mesmo que timidamente sintética, esconde razões colossais de ir muito mais além do percurso até agora escrito. Um dos melhores discos da discografia.

Para ouvidos entorpecidos por: Cat Power, Emiliana Torrini, Fiona Apple, passeios noturnos, bebidas leves, conversas calmas, certezas íntimas.

Pela rádio NPR pode ser conferido em primeira mão o belo trabalho.

Link direto e Mp3 RUN

25.7.11

Cat Power – Moon Pix

Cat Power

 

Moon Pix (1998)

 

Para algumas pessoas, um simples violão ligado num canal um pouco acima das tempestades e uma voz ainda sob o efeito de serenos pesadelos, representa a iluminação necessária para composições, que acima de tudo, se diluem ao mesmo tempo que as horas – em suas indomáveis passagens -  e crava em nossos corações lacrimejantes, certezas eternas para nós.

Chan Marshall, cantora e compositora americana, já havia lançado três álbuns, quando após uma intensa noite pertubada por sonhos angustiantes, entra em estúdio e comete o disco que define sua carreira como um dos melhores achados da década de 90. O sublime e chuvoso Moon Pix.

Pequenos efeitos percussivos, um violão pontiagudo  e a voz de Marshall – vugo Cat Power - nos faz entender em que ambiente estamos. Poderia ser um quarto escuro, pouca luz, ruas quase desertas, pequenos fragmentos de ventos, silêncio como um pote cheio de fotografias reconhecíveis mas as aparências de um disco cinzento - o tornando insuportável - releva-se equivocada.

Para colocar os pés na delicada e vulnerável lua da poetisa é preciso deixar de fora qualquer peso de um apelo de uma música mais cheia, orgânica, carregada de instrumentações. Moon Pix destila em seus acordes, rara sensibilidade, com tímida orientação pop e paisagens perfeitas para dias chuvosos, onde certas memorias insistem em bater à porta.

Para ouvidos entorpecidos por: Joni Mitchell, Elliot Smith, copos de café nas madrugadas, ver estrelas e chorar baixinho.

 

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