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10.4.11

Tangerina Dream - Eletrônico Meditation (1970)

  Tangerine Dream

  Disco: Electronic Meditation (1970)

 

Adentrar os circuitos futurísticos do inigualáveis Tangerina Dream é viajar no tempo e espaço anos a frente do presente. O mundo assustadoramente sintético, isso em 1970.

O poder desconstrutor dessa “meditação eletrônica” remete numa aflição surrealista num fundo metálico com gritos sobre as bordas. Os tons mais alucinantes e as cores vindas da guitarra-cogumelos de Froese, pintam um verdadeiro quadro abstrato onde ao ouvirmos, somos atraídos para as extremidades de um cyberspaço ainda desconhecido.

Percebemos a tecnologia feita em computadores cavernosos ainda na lenha da evoluções astronômicas, muito além da web e dos cyborganos mp3, aqui os Tangerina Dream são os senhores do futuro e nos entregam um documento teletransportado dentro da mente doentia dFroese, Klaus Schulze e Conrad Schnitzler.

O disco gravado ainda com os rudimentares recursos eletrônicos da época, numa fábrica nos becos de Berlim, onde o free jazz kraut com intensas doses cavalares de krautrokces nervosas reúne elementos para um clássico histórico do rock cósmico alemão.

 

 

Para ouvidos entorpecidos por: Klaus Sshuze, Karlhenize Stockhausen, Popol Vuh

 

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22.10.10

Matéria/Tangerine Dream & Schulze e Gerrard

alphacentauri

Froese foi discípulo de Salvador Dali e seu maior interesse era a literatura, mas acabou enveredando pela psicodelia em meados dos anos 60 e formando o grupo Ones, que chegou a gravar um single antes de dar lugar ao Tangerine Dream… que faria a transição do som psicodélico para o progressivo, lançando em 70 o surpreendente álbum “Eletronic Meditations”, um trabalho radical onde a música resultava da comutação de sons através de efeitos eletrônicos… numa época em computadores eram coisa de ficção científica.

Aliás era bem isso que o Tangerine fazia, um som que parecia saído de um futuro anunciado… de um então distante séc. XXI, que acabaria sendo muito mais mundano do que todos nós havíamos esperado… uma árida realidade de frivolidades consumistas, extremismos religiosos, superpopulação, violências e devastação ambiental… uma distopia que a ficção científica também previu, mas que gostaríamos de ter podido evitar.

atem

E o Tangerine Dream foi um dos grupos da sua geração que acompanhou essa trajetória, pois sua carreira atravessou as décadas… e ele continua entre nós, com tours constantes, CDs e DVDs ao vivo e um novo álbum de estúdio, “Views from a red train”, lançado no ano passado… mas nós selecionamos faixas de dois de seus trabalhos clássicos: “Alpha Centauri” de 71 e “Atem” de 73.

Vocês ouviram “Sunrise in the third system” e “Atem”, com o Tangerine Dream, um dos grandes sobreviventes do prog. germânico.

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A gente volta já…

E agora vamos continuar na família do Tangerine Dream, trazendo um lançamento que pegou todo mundo de surpresa no ano passado… a colaboração de Klaus Schulze com Lisa Gerrard do Dead Can Dance.

ks-lisagerrard2

Com o nome inspirado em uma série de ficção científica da virada do século, o álbum duplo “Farscape” mostra uma parceria no mínimo improvável, mas com um resultado que é uma amálgama perfeita entre a sonoridade metafísica do velho Tangerine e o lado mais prog. do grupo de Lisa Gerrard… e não seria nada mal se o resultado fosse um novo grupo que poderia muito bem ser chamado de The Dead Can Dream

Schulze foi um dos fundadores do Tangerine Dream, tendo depois saído para formar o Ash Ra Tempel… além de manter uma prolífica carreira, com inúmeros trabalhos solo, alguns em colaboração com figuras importantes do rock, como Steve Winwood e Arthur Brown… e até trilhas sonoras, como a do clássico pornográfico “Body Love” do diretor alemão Lasse Braun, de 76.

lisaklaus
E Lisa Gerrard começou sua carreira solo em 95 com o álbum “The Mirror Pool”, e tem mantido um trabalho respeitado, embora sem o mesmo impacto dos seus tempos com o Dead Can Dance… que se separou em 1998, apesar de ter se reunido brevemente para uma tour em 2005… além dos discos solo, Lisa tem muitas colaborações com outros músicos, e ela aceitou na hora o convite para gravar o álbum “Farscape”… uma viagem sonora do velho Klaus Schulze…

Vocês ouviram “Liquid Coincidence (part 3)”, com o Dead Can Dream… ou melhor, com Klaus Schulze & Lisa Gerrard.

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em http://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… e até a semana que vem.”

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Set list:

TANGERINE DREAM

BG – FLY AND COLLISION OF COMAS SOLA

1. SUNRISE AT THE THIRD SYSTEM – 4:22

2. ATEM – 20:28

BG – CIRCULATION OF EVENTS

TOTAL – 24:50

SCHULZE & GERRARD

BG – LIQUID COINCIDENCE (PART 1)

3. LIQUID COINCIDENCE (PART 3) – 25:54

BG – LIQUID COINCIDENCE (PART 2)

TOTAL – 25:54

GRAND TOTAL – 50:44

Matéria Original em > Art rock

25.6.10

Tangerine Dream - Zeit

 

Tangerine Dream

Disco: Zeit (1972)

Um das entidades sagradas do krautrock na personificação de um disco alienígena. O Atmosferico Zeit dilata-se por nossos poros sob as asas dos pertubadores sintetizadores Moog, dos orgaões e um quarteto de cellos para erguer a estrutura metafísica de um álbum atemporal. Terceiro disco do grupo de Edgar Froese, a bolacha vai desbravando o campo gravitacional do tempo, tempo que parece existir apenas em nossas mentes inertes. Suas faixas quilometricas, como sondas esquecidas anos luz de nossa imaginação, remetem a uma viagem sideral, onde vagamos, levados pelas correntezas da vastidão estrelar. Um petardo krautrokiano.

T_Dream_-_Zeit

Capa

Para ouvidos entorpecidos por: Klaus Shulze, Popol Vuh, Kluster

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